Colecionador é preso com carregadores, prensa e munição no aeroporto de Cumbica 

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 Um homem foi preso no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, com muita munição na bagagem, informou o SPTV. Ele vinha dos Estados Unidos e já estava sendo investigado por agentes da Polícia Federal (PF). Na casa dele, a polícia encontrou armas de grosso calibre.

A PF não divulgou o nome nem a foto do preso. Informou apenas que é um homem de 65 anos que já tinha sido preso uma vez por tráfico internacional de drogas e responde ao processo em liberdade. Ele embarcou em Nova York, chegou como turista, pegou as malas na esteira, mas já estava sob suspeita e foi selecionado pela Receita Federal para uma revista.

O homem, que viajava bastante, teve a bagagem colocada em máquina de raios-x. Depois ela foi aberta. Dentro das malas havia nove carregadores para fuzis e metralhadoras, carregadores menores para pistolas, uma prensa para fabricação de munição e diversas cápsulas vazias de vários calibres. Além disso, o carregamento clandestino tinha dez balas .50 para fuzis (munição utilizada em diversos ataques a carros-fortes nos últimos meses).

Após ser preso, os agentes foram até o apartamento dele, na Vila Nova Conceição, Zona Sul deSão Paulo. Os policiais encontraram um arsenal composto por uma submetralhadora, uma escopeta, duas carabinas (uma delas com mira telescópica), uma pistola, um fuzil AR-15 e peças para montar outro fuzil. Além de balas chamadas de expansivas, que causam maior destruição quando atingem qualquer alvo.

O homem disse à PF que coleciona armas. “Fazendo o contato com o setor de produtos controlados do Exército, verificou-se que ele possuía autorização para ser colecionador, mas essas armas não constavam de seu mapa de armamento”, afirmou o delegado Marcelo Ivo de Carvalho. “Então não havia registro nenhum do Exército dessas armas encontradas em sua residência.”

A venda de armas é liberada nos Estados Unidos, mas quem compra e traz para o Brasil comete crime, a não ser que tenha autorização do Exército para a importação. O dono das armas e da munição está preso. A polícia suspeita que ele tenha comprado parte do arsenal que guardava em casa pela internet e recebido pelos Correios.

Fonte: G1

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